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ALUNO DIGITAL

terça-feira, 23 de setembro de 2008

O hipertexto é um modelo de registro, armazenamento e divulgação de dados. Pode ser definido como um conjunto de códigos de diferentes linguagens – palavras, imagens (animadas ou estáticas) e sons – organizados de forma a permitir uma leitura ou navegação não linear, baseada em associações de idéias (links). O termo hipertexto foi cunhado pelo cientista Ted Nelson (1965), mas seu conceito surgiu antes, em 1945, pelo mentor de Nelson (físico e matemático) Vannevar Bush. Em seu artigo "As We May Think" (O Modo como Pensamos), publicado pela revista The Atlantic Monthly, ele sugere a criação de uma máquina (a Memex), que seria capaz de apresentar dados em uma tela, conforme estes fossem sendo solicitados.
Já hipermídia é definida por quatro características básicas: uma mistura de diferentes linguagens verbais (textos), visuais (fotografias, desenhos, gráficos), sonoras (músicas, efeitos sonoros), audiovisuais (filmes, simulações); a articulação em hipertextos; recursos de apoio à navegação (mapas, roteiros, sistemas de busca); e a interação (SANTAELLA, 2004).
O uso de hipermídia na educação pode ser extremamente rico, uma vez que cada tipo de linguagem, tem potencial para despertar um tipo diferente de raciocínio e de compreensão. Segundo Pierre Levy (1998), as simulações com imagens interativas prolongam e transformam a cognição, mais especificamente a imaginação e o pensamento. Segundo ele, as tecnologias não devem ser vistas apenas como meras ferramentas de ensino, mas como elementos constituintes de uma relação com o saber, alteradas em sua natureza por "tecnologias intelectuais" que ampliam, exteriorizam e alteram funções cognitivas humanas" (nos aspectos de memória, imaginação, percepção e raciocínio).



Segundo a doutora em Educação (PUC) e pesquisadora do Centro Pedagógico Pedro Arrupe, Andrea Cecilia Ramal: " O hipertexto (...) é subversivo em relação ao monologismo (...) é subversivo na relação entre autor e leitor (...). Subverte-se, por inerência, a noção de autoria (...) é subversivo com relação à linearidade (...) O fim é o próprio link (...)é subversivo com relação à forma (...) Ocorre ainda a subversão na hierarquia interna do texto: imagens falam, muitas vezes, mais do que palavras (...) é subversivo até com relação à postura física do leitor. Do livro de rolo, que não permitia ler, comparar e fazer anotações ao mesmo tempo, já que o leitor devia segurá-lo com ambas as mãos para poder correr o texto, ao livro encadernado, que permite virar as páginas, mas sempre em seqüência, uma após outra (e nunca uma e outra), passamos a um texto totalmente maleável"




A escola deve assimilar essa nova cultura de forma a inovar e rever as maneiras de promover a aprendizagem e a construção do conhecimento. O hipertexto proporciona ao aluno muito mais oportunidade de autonomia e responsabilidade, uma vez que ele deve escolher o que ler, indo até onde levar sua curiosidade e vontade de aprofundar no conhecimento.
A idéia de hipertexto é voltada para a co-autoria, parceria, uso coletivo... "Cada uma das páginas da rede é construída por vários autores: designers, projetistas gráficos, programadores, autores do conteúdo do texto. Cada percurso textual é tecido de maneira original e única pelo leitor cibernético. Não existe, portanto, um único autor: seria mais adequado falar de um sujeito coletivo, uma reunião e interação de consciências que produzem conhecimento e navegam juntas. (RAMAL, Andrea Cecília)

Referências:

Educarede. Inclusão Digital na Escola. Coleção Educarede. Internet na Escola. Fundação Telefônica. Vol. 1 . Ensinar com Internet. Como enfrentar o desafio. Coleção Educarede. Internet na Escola. Fundação Telefônica. Vol. 2

RAMAL, Andrea Cecilia. LER E ESCREVER NA CULTURA DIGITAL. 4. ed. Rio de Janeiro: Revista Conect@, 2001.

2 comentários:

Educação e Tecnologia disse...

Olá Cida,

Muito bom seu trabalho, pertinente e bem desenvolvido o tema e ainda muito bem organizado e dinâmico com imagem, video e link.
Parabens!

Cida Marconcine disse...

Obrigada pelo comentário amiga!